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Todo mundo conhece as músicas Unchained Melody, Pretty Woman, You Got It e California Blue, o que nem todos conhecem é Roy Orbinson, dono da voz que deu vida a estas belas canções.
Roy Orbinson é um cara que canta tão bem ou mais que Elvis Presley, mas não teve mais sucesso e só não foi o rei do rock por ser feio e tímido.
Neste 2006 se lançou uma coletânea com suas melhores músicas, que julgo algo obrigatório na coleção de quem curte a boa música que este mundo já produziu:
CD mp3 192kbps THE BEST OF ROY ORBINSON — Clique aqui pra acessar o HD Virtual >
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E falando em Elvis…
Em 5 de julho de 1954, um caminhoneiro de 19 anos começou a brincar ao microfone do Memphis Recording Service, um estúdio de gravações em Memphis, no Tennessee, improvisando sobre o blues That´s All Right, do cantor e guitarrista negro Arthur Crudup. Seus acompanhantes no improviso eram apenas dois músicos, um guitarrista (Scotty Moore) e um baixista (Bill Black).
O dono do estúdio, Sam Philips, ouviu aquilo e custou a crer que um adolescente branco e caipira conhecesse aquela canção de Arthur “Big Boy” Crudup. A interpretação do jovem Elvis Presley, que reunia “autoridade vocal e uma intuitiva combustão de campo, igreja e taberna”, deixou Philips atônito. Essa gravação, há 50 anos, é tida como o marco inicial do rock, embora o próprio Elvis jamais tenha reivindicado tal feito. “Rock and roll sempre esteve por aí durante esses anos”, ele disse em uma entrevista em 1958. “Costumava ser chamado de rhythm & blues.”
Os americanos, que poderiam instituir como o dia do nascimento do rock uma série de datas simbólicas, escolheram aquele feito de Elvis como a data do nascimento do rock.
Mas 30 anos depois daquele insight de Elvis, em 13 de julho de 1985, houve algo chamado Live Aid, festival realizado simultaneamente em estúdios dos Estados Unidos e da Inglaterra. Era uma união de astros do rock, como Paul McCartney, David Bowie, Bono Vox, Eric Clapton, B.B. King, Mark Knopfler e outros, em torno de uma fabulosa ação assistencial para levantar fundos para salvar os famintos da Etiópia. Esse dia ficou convencionado como o Dia Internacional do Rock – data que se festeja hoje.
Organizado pelo inglês Bob Geldof, então vocalista da hoje obscura banda Boomtown Rats, o Live Aid de 1985 foi um esforço monstruoso de solidariedade – 16 horas contínuas de música, visto por 1,5 bilhão de pessoas no mundo todo, e que arrecadou 30 milhões de libras.
20 anos depois, no sábado dia 2 de julho de 2005, cerca de 200 mil pessoas se reuniram no Hyde Park em Londres para cantar em nome do combate à pobreza na África. O Live Eight (8) deste ano visava pressionar os líderes dos países mais ricos do mundo que se reuniriam na Escócia dias depois, e teve como grande destaque a união de Roger Waters ao Pink Floyd para este show.
E adianta alguma coisa estes shows beneficientes? Com certeza ajuda, e com certeza não muda nada, fica mais como um evento para a mídia. Por isso eu não levo em consideração esse “dia do rock”, onde rádios tocam hoje bastante rock na programação e no resto do ano enfiam só porcaria.
Chuck D, do Public Enemy, disse: “O rap é a CNN da América negra.” Hoje em dia é verdade que o rap tem muito mais espírito de rock do que o dito rock que se faz.
Raul Seixas brincava dizendo que o Diabo era o pai do Rock, porque foi algo desconhecido, que chocava as pessoas, que mudou o comportamento normal.
A nossa sociedade montada em cima do consumismo teve medo do rock and roll, porque ele dava aos seus ouvintes a liberdade e originalidade, o que não é nada bom no mundo massificado.
Bob Dylan inteligentemente já ressucitou um grande ditado: “SE VOCÊ QUER VENCER SEU INIMIGO, CANTE A CANÇÃO DELE”!
Foi exatamente isso o que fizeram com o Rock and Roll.
Você sabe qual é o “estilo musical” que o jovem brasileiro mais gosta e ouve? Rock? Música eletrônica? Não. Rap? Pagode? Também não, nenhum destes. A música sertaneja é o principal gosto musical da juventude no Brasil.
Sempre coloco aqui no mp3mp4mp5players.net algum álbum da chamada “música sertaneja”. Não que eu sintonize com este gosto em geral do jovem brasileiro. Como em todo “estilo” de música, há muita coisa boa, mas tem uns que é de dar dó. Também se acha na música “sertaneja” muitos artistas com extremo talento, que valem mais ouvir do que muita coisa de fora que chega aqui.
Acho importantíssimo para a cultura e música brasileira artistas como Pena Branca e Xavantinho, por exemplo. Mas ouve uma queda da música sertaneja no Brasil, que em vez de ir à música chamada caipira, prefere o “cowntry” dos Estados Unidos da América. É simplesmente ridículo esse tipo de sertanejo metido a cowboy americano. Por que acontece isso? Pela influência cultural americana, pela ignorância nacional em não preservar sua cultura, e pela MODA, por seguir aquilo que dá DINHEIRO, que já tem uma indústria de entretenimento e produtos que vendem fácil. Mas o que aparece na TV é sucesso, e ninguém se pergunta ‘pra quê’.
Se a música sertaneja não vai paro o lado do cowntry, vai para a música romântica, a exemplo dos últimos cds do Leonardo. O cantor Daniel, em seus discos Meu Reino Encantado, ficou à margem da moda e conseguiu ao menos um pouco trazer canções do que é realmente a música sertaneja no Brasil. Até tem um nome engraçado que dão: a música de raiz. Lembro que quando eu era criança e estourou o sucesso das duplas sertanejas quem não curtia brincava dizendo que ‘espingarda de cano duplo era feita pra matar dupla sertaneja’.
Deixando conceitos e demais bichos de lado, baixe aí estes albuns abaixo que são um bom exemplo da música caipira:
João Pacífico – Documento Sertanejo (1980)
Baixar: No Bitshare
Interessante destacar mais uma participação do Zé Ramalho neste segundo cd do grupo de forró Rastapé. O Zé Ramalho é um artista excelente e mostra um ecletismo que poucos artistas brasileiros tem, pois participa em discos do Sepultura e até de Chitãozinho & Xororó.
Agora sobre Futebol:
Você já notou que os americanos acham o futebol (que eles chamam “soccer”) um dos esportes mais chatos que existem? Eles não entendem como uma partida pode acabar em zero a zero, como se pode aguentar assistir a uma hora e meia de um jogo que muitas vezes não tem nenhuma graça.
Cada vez mais o futebol deixa de ter esse encantamento. Deixa de ter arte, para virar um mero jogo de tática, entre principalmente se defender e, quando se pode, atacar. Essa Copa do Mundo da Alemanha de 2006 provou isso. Os melhores times, com os melhores jogadores, Brasil e Argentina, já voltaram pra casa. E quem se destaca são goleiros, zagueiros e volantes.
A Argentina, pelo erro do técnico em escalar o time, foi embora. O Brasil, bem… o Brasil teve vários motivos para perder. Mas não se pode colocar a culpa apenas em alguns jogadores, nem nas múmias Parreira e Zagalo.
O problema do Brasil é na CBF. A Comissão Brasileira de Futebol é como um mini Congresso Nacional, com pessoas que só estão lá por interesses pessoais. O Brasil não merecia mesmo que Ronaldinho Gaúcho e Kaká salvassem essa seleção, e por obra dos deuses da bola, eles estiveram apagados. Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo também não mereciam encerrar suas participações em Copa com vitória, pelo estrelismo de que estavam embebecidos.
O Brasil já aceitou perder esse Mundial quando vendeu o direito de televisionamento dos treinos. Você já viu coisa mais ridÃÂcula que transmitir treino? A Sportv ficava transmitindo e comentando até roda de bobinho da Seleção!
Agora a outra parte da história desse jogo: um imbecil polÃÂtico francês disse o seguinte após o segundo jogo da França na Copa: “Sentimos que a França não se reconhece totalmente nesta equipe. Talvez, o técnico tenha exagerado na proporção de ‘jogadores de cor’ “. Pois exatamente após essa frase ter repercutido, a seleção francesa ganhou todos os seus jogos.
Esse é o mundo do futebol. Apenas uma reprodução de nossa sociedade, corrupta e incompetente.
Enquanto Marcelo D2 canta “Sou Ronaldo”, quem realmente faz resistir a arte do futebol é Zidane. Agora é esperar 2010, quando os poderosos do futebol mundial estarão na ÃÂfrica do Sul, num contraste entre o entretenimento milionário e o continente mais pobre da Terra. E que até lá algo mude nisso tudo. Ou teremos mesmo que concordar com os americanos, e dizer que o futebol não é tão interessante assim.